Enquanto algums dormiam II

Dumbulla Travel Blog

 › entry 13 of 23 › view all entries
O Hugo e a Sandra no Bungalow

Enquanto seguíamos caminho para o hotel, discutíamos se os 3 compinchas que estavam vai não vai para aterrar deviam vir com o chefe do sr. Pereira num jipe e pagar 100 dólares ou se se deviam pôr num táxi para o hotel. Discutia-se se seria mais barato ou não. Não conseguimos chegar a grande conclusão, pelo que o mais simples seria mesmo perder (mais uma vez) o amor ao dinheiro e tomar a opção do chefe do sr. Pereira, a quem, aliás, ainda devíamos guito nós próprios.

Chegámos ao Resort, fomos muito bem recebidos com um “Namaste” cingalês (não me lembro das palavras para bem-vindo) e um chá frio do Ceilão. Quando nos deparamos com a recepção ficámos logo bem impressionados mas quando nos apercebemos de como era o Resort, ficámos mesmo bem felizes. Um sítio no meio da floresta “quase tropical”, à beira de um lago, com casas distantes umas das outras, uma espécie de paraíso (bem, para chegar a paraíso ainda faltava bastante, mas para quem vinha da índia, aquilo era o idílio)!

Depois de pousar as coisas, saída para almoço. Almoçámos em Dambulla e pedi, novamente, o prato mais picante que lá houvesse. A comida cingalesa é conhecida por ser a mais picante do mundo. Nova desilusão! É picante, é bem verdade mas não me pica o suficiente. A conversa pela tarde quente prolongou-se à mesa enquanto amolecíamos. Os nossos companheiros do Sri Lanka não quiseram comer connosco, julgo que nem uma vez durante todo o tempo em que lá ficámos. A tarde ficou planeada como sendo de descanso, por forma a que os nossos companheiros que tinham ficado retidos na índia nos apanhassem. Assim sendo, voltámos ao  Chaya Lake Resort para uma sesta ou, para os resistentes (ou seja, os gajos) umas belas braçadas na piscina! E assim se passou o fim de tarde: à beira do lago, na piscina, ao som do chilreio dos pássaros e do bicar dos pica-paus, com esquilos esquivos a passear pela relva (só não levavam bolotas, porque lá não há bolotas).

Às 6 da tarde, íamos visitar o nosso primeiro templo budista no Sri Lanka e estava planeado o reencontro das duas facções! Esperava-se resistência e dificuldades várias, mas a persistência dos bravos sempre é compensada. Esperámos na base do monte que nos conduzia às grutas de Dambulla, onde entretanto se construiu um templo budista. Os bravos não chegavam pelo que os 6 decidiram subir e visitar as famosas grutas.

A entrada custava 10 dólares americanos. As grutas são conhecidas pelas suas pinturas murais de Buda e pelas mais de 500 estátuas de Buda. O que dizer sobre o lugar? Que começamos aqui a nosso rotina de deixar os sapatos à porta de todos os templos, que o pocket Money começou a pagar isso e que o sítio é muito giro. Consultem a wikipedia ou vejam as fotos para perceberem do que falo. De qualquer forma, ao entrarmos, logo somo abordados por um “guia” ao qual não ligámos. Devíamos começar a visita pela primeira gruta, senão não entenderíamos nada. Yeah, right  não há qualquer necessidade de ordem nas visitas à gruta e também não há grande necessidade de guia. Pode-se consultar a info em muitos guias (livros ou net). Além do que já estávamos um pouco farto de guias… Continuando, o sítio impressiona pela silencia e, especialmente, pelas grandes estátuas de Buda deitado. À entrada para uma das grutas, um monge aproxima-se e pede uma gorja para o templo. Eu pensei para os meus botões: é preciso ter uma lata, eu paguei 10 euros para entrar aqui, nem na Europa pago estes valores para entrar em Museus com colecções riquíssimas (excepção feita a alguns museus na Holanda e em Itália, creio). Não dei, mas o Mike fez questão de dar. O Mike sempre é muito zen e calmo, ele não se chateia com o facto de estarem sempre a pedir. No fim da visita, o reencontro desejado! O trio reencontra o sexteto e os bravos da Índia reúnem-se novamente. Trocam-se logo umas impressões sobre as aventuras e desventuras de cada grupo e, após breves minutos, iniciamos a descida, já às escuras. Lá em baixo, espera-nos o chefão, para nos cobrar as dívidas!

À entrada do recinto, perto de uma stupa paga por dinheiro de emigrantes (era assim, não era?), espera-nos o chefão da agência de viagens. Não fosse ele cingalês e diria que era muito parecido com o Obélix. Sentamo-nos às escuras num pequeno muro a fazer contas, troca dólares e euros para a frente, muita conta e pouco acerto, mas no fim lá ficou tudo resolvido. O cenário é que era um pouco surreal, parecia uma negociata de droga sem luz, sem mais gente, com os capangas a proteger o chefão, nós tínhamos de largar ali o dinheiro ou seríamos severamente punidos... quem sabe se com uns joelhos quebrados? Pelo meio do processo, o mike deixou-me pegar num papel com a discriminação dos pagamentos em falta e supostamente lá pelo meio vinha referenciado um bolo de chocolate por isso mesmo, não queria que eu visse o papel (e que me lembre, não vi nessa altura.

Happy Birthday Dani!
O problema foi que o mike tinha enviado por mail essas contas a todos, eu incluído). Lá nos orientamos e seguimos direitos ao resort maravilha, com 3 novos recrutas.

Chegados lá, discutiu-se se se ia ao banho ou se iríamos directos para o jantar. Não me lembro do resultado da discussão, acho que foi fifty-fifty. No jantar decidimo-nos pelo buffete e novamente me atirei às comidas picantes, com fartura. A selecção era variada e o buffet era all you can eat. Tentaram vender-nos garrafas de vinho por preços exorbitantes que cortesmente declinámos. Trocaram-se verdadeiramente as primeiras impressões sobre a aventura do trio maravilha e especulou-se largamente sobre quanto dinheiro iríamos gastar em gorjas no Sri Lanka. Aventou-se a hipótese de não conseguirmos sair do Sri Lanka à falta de dinheiro para pagar todas as gorjas e lastimou-se a ausência da Elsa (que duas semanas depois iria para o Brasil curtir a sua barriguita - muitos parabéns à mamã, já nasceu entretanto).

Quando já tudo parecia acabado e preparado para experimentar as camas do Sri Lanka eis que apagam as luzes e aparecem uns tipos com um bruto bolo de chocolate e umas velas a arder. Ah pois é, tive direito a comemorar o meu aniversário em dois países (batam isso Miguel, Pedro, Elsa ou Susana ... bem, acho que a Susana já o fez no avião, tecnicamente em mais do que dois países, suponho. Mas isso não conta, também já uma vez acordei em Moçambique e comemorei o meu aniversário logo ali na Trindade :P). Cantaram-me os parabéns em cingalês, suponho porque o português dominou essa noite. Foi uma grande surpresa, a verdade é que eu já não me lembrava que tinha sido comprado um bolo (conforme factura enviada por email) e já não contava com nada disso. Fiquei emocionado, nem consegui fazer um discurso direito, conforme exigiram os intrépidos companheiros de viagem. Mas aquilo foi tão bom que houve uns franceses que não quiseram ficar atrás e pouco depois levaram outro bolo de anos (ou terá sido no dia seguinte? Quem souber que confirme ou emende). Claro que a melhor festa foi a nossa. Infelizmente, não há muito o hábito de ficar à mesa à conversa lá no Sri Lanka. Nem sequer o hábito de sair à noite até tarde e ficar a beber copos. Pelo que às 10 da noite já nos estavam a enxotar do restaurante. Ninguém reclamou porque todos estavam de rastos. O verdadeiro sono dos justos vinha a seguir.

Estes dois dias de comentários meus são muito pessoais. Quem sente que faltam muitas peripécias para comentar, pode fazer uma de duas coisas: escrever ao dono deste blog ou escrever-me a mim com as suas sugestões e críticas e a pedir-me para actualizar. Tomarei em consideração e actualizarei assim que possível.

por Daniel Mota

Join TravBuddy to leave comments, meet new friends and share travel tips!
O Hugo e a Sandra no Bungalow
O Hugo e a Sandra no Bungalow
Templo à porta do Dambulla Cave T…
Templo à porta do Dambulla Cave …
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Happy Birthday Dani!
Happy Birthday Dani!
Fotografia panorâmica de Dambulla…
Fotografia panorâmica de Dambull…
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
O nosso Bungalow no Amaya Lake Res…
O nosso Bungalow no Amaya Lake Re…
O nosso quarto no Amaya Lake Resor…
O nosso quarto no Amaya Lake Reso…
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Amaya Lake Resort and Spa
Amaya Lake Resort and Spa
A Sandra a alimentar o elefante
A Sandra a alimentar o elefante
Dambulla Cave Temple
Dambulla Cave Temple
Velas a arder
Velas a arder
O nosso primeiro jantar no Amaya L…
O nosso primeiro jantar no Amaya …
Fotografia a partir de Dambulla Ca…
Fotografia a partir de Dambulla C…
Dambulla Cave Temples
Dambulla Cave Temples
Dambulla Cave Temples
Dambulla Cave Temples
Dumbulla
photo by: Yasuo