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Tiananmen e a Cidade Proibida

Beijing Travel Blog

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            A minha colega de quarto chama-se Meltem, é turca e tem 20 anos. O Inglês dela é bastante limitado, e como o meu turco é nulo, nós somos mesmo obrigadas a comunicar em chinês. É incrível como uma pessoa pensa que não sabe népia de uma língua para depois, surgindo a necessidade, descobrir que afinal não está assim tão mal, que consegue manter uma conversação e fazer-se entender nessa mesma língua! Claro que a linguagem gestual é universal e em muito ajuda… ;p

 

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A 2 de Agosto realizamos um teste diagnóstico para determinar o nosso nível de chinês e, de acordo com o resultado deste, a turma que nos seria atribuída.

 

Saí do dormitório às 7:30 para procurar o pavilhão e sala de exame, por ter receio de não dar logo com ele e chegar atrasada logo no primeiro dia. O campus é tão grande, de qualquer maneira, que não é assim tão estranho que me engane no caminho algumas vezes… ;D

 

Já na sala, voltei a encontrar a minha companheira de quarto. Reconheci também um dos meus colegas portugueses participantes no Chinese Bridge Competition, o Ricardo. Os outros alunos presentes fizeram-me sentir bastante deslocada devido à fluência do chinês com que conversavam entre si. Esta sensação foi ainda mais acentuada com a chegada da professora, cujo discurso me passou completamente ao lado...

 

O exame diagnóstico acabou por ser bastante simples e rápido.

A professora chamou-nos a cada um de nós individualmente e ‘entrevistou-nos’. Eu tive que falar do meu estudo de chinês, ler um textozito em chinês, e responder algumas perguntas. Contudo, apesar de ser simples, achei que me correra bastante mal - várias vezes pedi à professora para repetir o que tinha perguntado, e engasguei-me toda e tropecei no pouco vocabulário que lá consegui desencantar para lhe responder às perguntas. Tanto que lhe expliquei que apesar de estudar chinês há três anos, nós tínhamos dado mais ênfase à escrita e gramática do que à oralidade e conversação, que isso iríamos estudar aqui, no nosso último ano na China. Desconfio que foi isso que a levou a indicar-me a turma D7, no nível mais avançado de Chinês, onde sou o proverbial 'peixe fora de água'! E que aventura isso se está a desvendar!... :D

 

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Nessa tarde apanhamos o metro para Tiananmen e visitamos a Cidade Proibida.

Apesar de não ser um lugar que me tivesse despertado particular atenção quando o estudara, a sensação de estar lá, mesmo à entrada da cidade proibida com a gigantesca imagem de Mao pendurada por cima e a imensa praça de Tiananmen atrás de mim, foi avassaladora!

Se estás em Beijing, não podes deixar de ir a Tiananmen.

 

A visita à Cidade Proibida foi bastante longa por o lugar ser realmente gigantesco e por estar a abarrotar de visitantes. Os turistas, além dos estrangeiros que se esperariam num local como este, eram constituídos na sua maior parte por chineses de todas as regiões da China, que poupavam durante toda a sua vida para poder visitar este importante marco chinês.

 

            Quando finalmente saímos pelo outro lado da Cidade Proibida, cansados e com os pés moídos, apanhamos um autocarro até à Wangfujin.

A Wangfujin é uma avenida enorme com centros comerciais de ambos os lados a vender todo o tipo de produtos: tradicionais e de marca, tudo junto! Lá, encontramos uma livraria massiva que ocupava todos os 5 pisos de um enorme edifício! Além de livros, a livraria vendia CDs e DVD também. Tudo a um preço bastante acessível, principalmente quando comparando com Portugal! Eu e a Bruna esquartejamos o sítio de um lado ao outro e juramos voltar.

            O melhor da visita a essa avenida,contudo, foi a rua das comidas. Como o nome indica, lá vende-se comida.....

            Todo o tipo de comida.

 

            Nas barraquinhas, encontramos espetadas de carne (sabe-se lá de quê, não dá para confiar nestes sítios!), espetadas de milho, de polvo, de escorpiões, de cigarras, de outros bicharocos que não sei identificar.

..

 

            Yuck!

 

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            Da Wangfijin seguimos directos para o famoso restaurante do "Pato à Pequim". Apesar de cada refeição lá não ficar por menos de 200yuans (20€) por pessoa, o sítio estava a abarrotar e nós tivemos que esperar ainda um bom pedaço por uma mesa disponível num dos vários pisos que o restaurante ocupava! Quando finalmente nos sentamos, foi-nos servido uma imensidão de saborosas entradas e acompanhamentos.

Pouco depois chegou o pato, que foi cortado à nossa frente pelo chefe. A professora Lin ensinou-nos a enrolar o pato e alguns vegetais numa espécie de crepes e a comê-lo assim, à moda original do verdadeiro Pato à Pequim. O pato, assim como todos os restantes pratos, estavam deliciosos!, e ganharam a aprovação de toda a gente.

           No fim da refeição foram-nos oferecidos os certificados de registro dos dois patos que tínhamos mandado para o forno e comido!

 

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Jaina_me says:
parabéns pelo chinês:) depois tens de nos ensinar a enrolar o duck:)
Posted on: Aug 16, 2007
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Beijing
photo by: Deats