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Aldrabada in China!

Beijing Travel Blog

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Esta tarde fomos ao mercado das antiguidades, onde se encontra todo o tipo de artigos tradicionais a preços acessíveis - principalmente se se souber regatear! Os vendedores chineses pedem sempre aos estrangeiros muito mais, frequentemente mais que o dobro do preço do produto. Porém, se nós dizemos que é demasiado caro e viramos costas, eles vêm atrás de nós e dão-nos mesmo a calculadora para a mão para que possamos oferecer uma quantia (e resulta, a sério que sim! :D).

 

A partir daí, é negociar o preço... Mas eles são peritos nisso!

 

Acabamos frequentemente por nos afastarmos com um artigo que conseguimos por bastante menos do que aquilo que eles nos pedem originalmente - todos contentes por sermos tão bons a regatear e estarmos a entrar no espírito da coisa, - só para virmos a descobrir mais tarde, normalmente através de um amigo chinês, que afinal sempre acabamos por pagar muito mais do que o valor do artigo!

 

No mercado, consegui 2 bonequitas por 40 yuans, quando a vendedora pedia inicialmente 60 por cada uma delas! Consegui ainda um jogo de xadrez lindo, talhado a madeira e com figurinhas representativas da corte chinesa, por 85 yuans.

Esta já não foi tão boa compra, disse-me a Haiman. Mas como o vendedor inicialmente me pediu 100 yuans e o processo de regatear tinha sido complicado e moroso, julguei que estivesse a fazer um bom negócio! Eles são tricky, estes chineses...

 

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A seguir fomos para o parque Beihai, um parque encantador!, mas que não exploramos muito por já ser hora de jantar e estarmos esgotados. Jantamos então no restaurante imperial, onde nos serviram comida da corte com toda a pompa e cerimónia que um sítio daqueles requer! A diversidade de exóticos e saborosos pratos que comemos justificaram bem os 200 yuans que pagamos. Claro que não é todos os dias que se come assim, a carteira não sobrevivia!

 

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No regresso apanhamos um táxi até à paragem de metro mais perto, a estação de Tiananmen, para depois apanharmos este para a universidade.

A praça, frente à entrada da cidade proibida, estava muito bonita, iluminada como se encontrava àquela hora da noite. Apesar da hora já tardia, ainda havia lá muita gente a passear e vendedores a impingir os seus produtos aos estrangeiros.

 

Passamos por um senhor que vendia uns bonequinhos redondos de um material estranho, que não era nem esponja nem borracha, e que quando se atirava ao chão se espalmava, tipo ‘pega-monstros’. Achei que o meu irmão e a minha sobrinha iam achar piada àqueles bichos tão engraçados, pelo que comprei 2, a 2 yuans cada.

Assim que me afastei do vendedor, aproximou-se de mim um senhor chinês, todo sorridente, que me piscou o olho e estendeu a mão, a pedir uma das minhas novas aquisições. Eu pensei, confusa, que ele me quisesse mostrar alguma coisa com o brinquedo, ou algo assim. Estupidamente, passei-lhe um dos brinquedos para a mão, que se fechou e desapareceu, atrás do raio do homem.

 

E, er, foi assim que eu fui ‘voluntariamente roubada’ em Beijing….

 

Como se não bastasse, a senhora a quem a seguir quis comprar um papagaio de papel, de 4 yuans, pegou na nota de 10 yuans que lhe entreguei e, sem me dar nem troco, nem papagaio!, virou costas e afastou-se a passo largo! O Hugo riu-se, mais tarde, de eu ter ido atrás da miúda a chamar: “Menina! Menina!” em português…

Mas ela com certeza que sabia que se a estrangeira atarantada atrás dela a perseguia a chamar em voz alta, era porque ela tinha fugido com o dinheiro dela, e que isso não era uma coisa nada bonita de se fazer!

 

E ela só parou mesmo porque eu, a Paula e o Hugo a cercamos dos três lados, e por trás tinha uma vedação alta - estava encurralada.

 A Haiman, que é uma querida e tinha-se apercebido do problema, foi falar com a mulherzinha, que desatou a discutir em alto e bom som.

Discussões públicas como estas são bastante frequentes, segundo tenho presenciado…

 

Bem, a Paula já tinha o papagaio, queria era o troco, mas a descarada da mulher pôs-se a dizer, connosco ali à frente dela, que ela tinha dito que o preço eram 10 yuans, não quatro! O som de 10 e 4, nos chineses que vêm do Sul, é realmente bastante idêntico. E eu ainda ficaria na dúvida, se não fosse o facto de a Paula, ao perguntar o preço dos papagaios, ter levantado 4 dedos e confirmado: si kuai? (4 yuans?), ao que a vendedora respondera afirmativamente (o acenar da cabeça é mais um gesto universal, felizmente!).

 

De qualquer maneira, eu não tinha sequer o meu papagaio! Não a deixamos portanto escapar enquanto não nos desse o que nos era devido.

Acabamos por levar os papagaios por 5 yuans cada. A Haiman disse-me, mais tarde, que a vendedora a tinha acusado de estar a tomar o lado dos estrangeiros, quando devia era apoiá-la a ela, que era do seu povo!

 

 

Eh, foi uma experiência engraçada, apesar de tudo. Ninguém se magoou, portanto... :D

 

 

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Anning says:
Foi a única vez que me aconteceu algo do género, normalmente os vendedores são todos bastante sérios no negócio e simpáticos...
Posted on: Aug 17, 2007
Jaina_me says:
muito negativo:( principalmente para a Haiman, argumento no mínimo ridículo e acredito que recorram frequentemente a isso...
Posted on: Aug 16, 2007
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Beijing
photo by: Deats