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TravBuddy.com:  Travel Blogs and Reviews
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<copyright>Copyright 2005 TravBuddy LLC</copyright>
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<description>The latest travel journal entries and travel reviews from </description>
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<title>Auto-Mumificação. Templo de budismo esotérico: Kaikoji; seita Shingon.</title>
<link>http://www.travbuddy.com/travel-blogs/13573/Countdown-Braga-1</link>
<pubDate>Sun, 11 Nov 2007 06:22:15 PST</pubDate>
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<p><a href="http://www.travbuddy.com/Sakata-travel-guide-284345">Sakata, Japan></a>, Nov 11, 2007</p>
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<P>Os professores Doulin (Rússia) e Ashmore (UK) são uns queridos e tratam os alunos como florzinhas, mesmo eu, que oficialmente nem sou aluna deles!:-) Mas como meto sempre o meu nariz em tudo acabo por arranjar docinhos como esta viajem limitada a 18 pessoas. E que viajem! Desta vez o objectivo principal foi o de visitar as 2 múmias budistas que se encontram no templo Kaikoji, cidade de Sakata na vizinha prefeitura de Yamagata. Ponto de partida: 9 da manhã em frente ao dormitório. Oops, eu quase, <EM>quase</EM> que adormeci e entrei no autocarro ainda a mastigar o pequeno-almoço à pressa. Sendo que é domingo de manhã e ontem à noite houve uma festa qualquer relacionada com cerveja (eu fiquei a ver futebol australiano com o Max e a Katrina!!!) não é de admirar que praticamente toda a gente adormeceu logo. Primeira paragem: Templo&nbsp;Kanmanji! Já cá tínhamos estado numa outra viajem, mas vale sempre a pena voltar, principalmente se tivermos o Professor Doulin para explicar umas coisitas (já referi que o japonês dele é assombroso?). E o Outono no Japão torna tudo infinitamente mais bonito. Morro de amores por esta estação, é de cortar a respiração!! Mas a senhora do templo disse que a árvore <EM>Tsubaki</EM> é a mais bela no Inverno (ou foi isso que eu percebi com o meu pobre japonês :-) ). Depois de muitas fotos e explicações interessantíssimas do P. Doulin lá voltamos para o autocarro e a próxima paragem foi em Fukura, costa do Mar do Japão para vermos imagens budistas esculpidas nas rochas à beira-mar. Para não perder muito tempo com explicações vou incluir uma foto com a história toda em inglês. Impressionante. Finalmente seguimos caminho para Sakate, o motorista ia-se enganando e seguir caminho para o Monte Chokai. Isso até não era nada mau, pois vimos em Kanmanji que já há neve nas montanhas altas (como Chokai) e era óptimo podermos ir até lá!! Chegados finalmente ao Templo Kaikoji&nbsp;fomos explorando&nbsp;o exterior enquanto esperávamos pela abertura do museu. Sakate está completamente rodeada por montanhas no horizonte, o templo encontra-se numa elevação natural e de lá pode-se observar toda a cidade. As montanhas <EM>Dewasanzan</EM> ainda hoje são consideradas sagradas e nelas ainda persistem muitos<EM> Yamabushi</EM> (espécie de eremitas, investiguem!) que juntam práticas ascéticas de Shinto aos ensinamentos esotéricos do budismo. Perdão para que não faz ideia do que estou a falar!! Finalmente a responsável abriu o museu e as portas dos santuários onde se encontram as múmias. Tudo num ritual elaborado que implica acender velas, queimar incenso, fazer soar o gongue e oração. Então começou a explicação da história, local e processo de auto-mumificação, traduzido pelo professor Doulin. Vou tentar resumir: para se auto-mumificarem os monjes mantinham uma dieta especial de nozes e casca de árvore com algumas ervas de forma a reduzirem progressivamente a massa corporal e gordura. Para acompanhar bebiam água de uma fonte particular que sabiam estar contaminada com arsénico e outros minerais perigosos, mas que ajudam à preservação das fibras. Isto coincidia com práticas ascéticas, meditação e exercícios físicos especiais. Para tal os monjes passavam anos em treino no Monte Yudono, uma das múmias demorou&nbsp;5 anos neste processo, a outra cerca de 3. Quando se aproximavam da morte os monjes eram colocados em túmulos&nbsp;no subsolo a 3 metros, cobertos por rochas e com apenas um tubo de bambú a ligá-los ao exterior para poderem respirar. Então tinham consigo uma campainha que faziam soar para demonstrar que ainda estavam vivos. Quando a campainha deixava de se fazer ouvir removiam o corpo para confirmar a morte e depois voltavam a enterrá-lo durante 3 anos e 3 meses.&nbsp;Passado este período&nbsp;as múmias eram desenterradas para confirmar o sucesso ou não da mumificação e, caso sucedessem eram adoradas como budas. Ao todo existem hoje no Japão 16 múmias deste tipo, as de Sakata&nbsp;têm 250 e 180 anos, mas há outras no Tibete e alguns países no sudeste asiático.&nbsp;Não era permitido, mas surripiei aqui um curto vídeo das múmias (fraca qualidade). A senhora responsável ofereceu-nos <EM>o-mamori</EM>&nbsp;feitos das ropas das múmias (que são trocadas a cada 20 anos). Depois disto fomos almoçar. Que maneira de ganhar apetite! Paramos num restaurante familiar e o meu grupo de americanos atacou pizzas e batata frita! Yay! Nunca nos dão disto na AIU! Para não falar no <EM>nomihodai </EM>all-you-can-drink-bar por 200 ienes. Bebemos cappucino, cacao, batido de baunilha, sumo de laranja, limão e soda de&nbsp;melão (verde com bolhinhas!)&nbsp;até rebentarmos! Depois disto nada melhor que uma visita ao Museum of Sake by Hatsumago. Já referi que os americanos gostam de beber? É que neste museu estão disponíveis 9 tipos diferentes de <EM>sake</EM> para prova. Em quantidade. Podem imaginar o sufoco à volta da mesa! Eu por mim <EM>sake</EM> nem pensar, mas comprei um conjunto de porcelana e dois copos quadrados tradicionais a imitar laca. No final ofereceram-nos um copo de <EM>sake</EM> a cada. Tão porreiro! Para finalizar fomos até ao rio onde, por esta altura, se reúnem milhares de cisnes e patos das migrações. Os cisnes cinzentos são os mais lindos.</P>
<P>Ok, agora para explicar este vídeo: o primeiro anime que seguimos com o Ashmore foi Nadia (39 episódios em 3 semanas!) e a malta ganhou o gosto ao tema do opening, até o cantavam durante a sessão. parece que nasceu uma aposta entre o Ashmore e os alunos que ele lhes pagava um copo em troca de cantarem a canção no autocarro para toda a gente. E cantaram! 4 vezes! O pessoal até implorava para pararem. Então eu ensinei-os a cantar o "Atirei o pau ao gato"! Foi de chorar!! Mas o melhor tava para vir quando a Alex precisou urgentemente de uma toillete e não havia uma à vista em quilómetros. O motorista teve de encostar à berma na auto-estrada, as raparigas fizeram uma muralha à volta dela e desatámos a cantar o tema de Nadia ali na estrada. Hilariante! Para sorte dela já tava escuro, mas o pessoal tava numa de reinar e fugiram com o autocarro por uns metros. Chegados à AIU fomos todos até à única lojita aqui perto e pedimos <EM>sofuto kurimu</EM>, ou seja, gelado. Tava tão cheia do almoço que nem fui jantar. Ainda bem que não adormeci!!!!</P></p>
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